Cansei de escrever as páginas desse livro com caneta. Os borrões insistem em lembrar meus erros, marcas que me fazem desistir de escrever novos capítulos, com medo de novos erros; páginas que não podem ser simplesmente arrancadas.
Chega! Não pouparei palavras, não importa o que pensam; sentimentos são para serem sentidos; não me diga o que devo fazer, apenas mostre-me o que posso, e ainda assim, pode ser que busque o “impossível”; seguirei meu coração, talvez assim fique em paz comigo mesmo.
Preciso de um lápis e uma borracha, o livro não pode parar, e os erros fazem parte. Apagar não os esconde, as marcas sempre ficam, mas reparem que por cima daquela marca sempre haverá algo escrito, e é nisso que devemos focar. Não quero mais ser o “politicamente correto”, aquele manequim que o mundo exibe de modelo; talvez, nem ele sinta orgulho do que é... Se é errando que se aprende, essa é a hora, mas acredite, foi tentando acertar.
