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segunda-feira, 31 de maio de 2010

O livro da vida

Cansei de escrever as páginas desse livro com caneta. Os borrões insistem em lembrar meus erros, marcas que me fazem desistir de escrever novos capítulos, com medo de novos erros; páginas que não podem ser simplesmente arrancadas.

Chega! Não pouparei palavras, não importa o que pensam; sentimentos são para serem sentidos; não me diga o que devo fazer, apenas mostre-me o que posso, e ainda assim, pode ser que busque o “impossível”; seguirei meu coração, talvez assim fique em paz comigo mesmo.

Preciso de um lápis e uma borracha, o livro não pode parar, e os erros fazem parte. Apagar não os esconde, as marcas sempre ficam, mas reparem que por cima daquela marca sempre haverá algo escrito, e é nisso que devemos focar. Não quero mais ser o “politicamente correto”, aquele manequim que o mundo exibe de modelo; talvez, nem ele sinta orgulho do que é... Se é errando que se aprende, essa é a hora, mas acredite, foi tentando acertar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Circo Político

É interrompido o noticiário para o anuncio da chegada de um dos maiores circos do mundo, e nossa ajuda é de fundamental importância para erguer essa enorme lona que vai do Oiapoque ao Chuí.
A previsão é que esteja tudo pronto até o dia 3 de outubro, mas o primeiro espetáculo mesmo, só no ano que vem.
Esse não é um circo qualquer, nele não tem vaga para animais, exceto tucanos, ou porcos com juba de leão; e os únicos artistas são palhaços, alguns até ousam usar cartola e varinha.
Pagaremos caro para assistir aos espetáculos diários, sem direito a pipoca ou refrigerante; seremos cobaias nos números mais perigosos, que envolvem serrotes ou facas, e ainda assim, nós, como “pierrots” apaixonados pela pátria mãe gentil, seremos uma platéia assídua.
Esse circo já conhecemos de outras primaveras, já ajudamos a erguê-lo outras vezes, selecionamos os artistas, e freqüentamos por quatro anos ou mais, o mesmo circo; a única diferença pode ser a direção, e os palhaços que, conhecidos ou não, sempre inovam com as piadas que mais arrancam lágrimas do que sorrisos, e que seremos obrigados a ouvir.

Como é o circo que você quer ver pelos próximos quatro anos?